segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Onde estou errando?

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Se você está triste porque as coisas não andam bem pra você, lembre-se, nada acontece por acaso. De alguma maneira o seu comportamento, ou suas ações não estão de acordo com o que a sua vida lhe pede. Procure ver em você mesmo o que está acontecendo.

Como? Pergunte a você mesmo: Onde estou errando? O que estou fazendo de errado para nada dar certo em minha vida? O que será que eu estou deixando de fazer, ou o que estou fazendo para a minha vida caminhar assim, de uma maneira errada?

Quando nós buscamos, as respostas vêm. Basta que passemos a prestar mais atenção a tudo que gira à nossa volta. De repente você está errando inconscientemente e não percebe o quanto isso lhe é prejudicial.

Quando começamos a nos perguntar o que fazemos de errado, as resposta nos vêm. O nosso próprio “eu” responde, e aí só nos resta buscar as alternativas para a melhora.

Outra coisa interessante para que possamos nos equilibrar é nunca desanimar e retirar de nossa mente todo e qualquer pensamento negativo. A meditação ajuda fazer isso. Mas se você não consegue meditar, busque nos reinos da natureza a força necessária para te ajudar, como por exemplo, vá à praia e tome um bom banho de mar, deixe as águas limparem seus campos vibratórios e verá que sairá mais leve, mais tranquilo.

Os reinos da natureza têm um grande poder energético de nos trazer o equilíbrio. As cachoeiras, as pedreiras, as matas, o mar e o campo florido e outros tantos reinos que existem na natureza, produzem energias que se a absorvemos, entramos em um padrão energético de paz, de amor e de luz.

Agora, se mesmo assim, você continuar a não se sentir bem, então você deverá mudar a maneira de ser e de agir. Busque companhias alegres, vá ao teatro, ao cinema e dê boas gargalhadas com os amigos, você limpará sua aura dos maus fluídos e verá como a alegria de viver lhe trará novos caminhos para você. Lembre-se que os afins se atraem. Para você atrair bons fluidos, deverá também exalar bons fluidos.

Enfim, meu amigo, tudo que nós pensamos, tem grande influência em nossa vida. Busque cada dia ter bons pensamentos, assim você atrairá para si, pessoas que irão contribuir para a sua melhoria em todos os sentidos.

Outro ponto importante que nos traz equilíbrio é estar cada dia mais próximo da espiritualidade, ter sempre Deus como condutor de nossas vidas. Tenha em mente que jamais estivemos, estamos e estaremos sozinhos nesta vida. Sempre haverá alguém a nos velar e a nos guiar, desde que estejamos vibrando na mesma sintonia para podermos sentir “essa presença” em nós.

Deus nos vela, nos acompanha e sabe qual é o melhor caminho para cada um de nós.

Então, nos cabe abrir o coração e deixa-lo entrar na nossa vida!Pensem nisso!

 

Francisco Martins

Estrela

Eu tive que aceitar…

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Eu tive que aceitar, que meu corpo nunca fora imortal, que ele envelhecerá e um dia se acabará.

Eu tive que aceitar, que eu viera ao mundo, para fazer algo por ele, para tentar dar-lhe o melhor de mim, deixar rastros positivos de minha passagem e, em dado momento partir...

Eu tive que aceitar que meus pais não durariam para sempre, e que meus filhos pouco a pouco escolheriam seus caminhos prosseguiriam sua caminhada sem mim. Eu tive que aceitar que eles não eram meus como supunha e que a liberdade de ir e vir é um direito deles também.

Eu tive que aceitar que todos os meus bens foram me confiados por empréstimo, que não me pertenciam e que eram tão fugazes quanto fugaz era a minha própria existência na TERRA. Eu tive que aceitar que os bens ficariam para uso de outras pessoas quando eu já não estiver por aqui.

Eu tive que aceitar que varrer minha calçada todos os dias não me dava nenhuma garantia de que ela era propriedade minha e que varrê-la com tanta constância era apenas um fútil alimento de que eu dava à minha ilusão de posse.

Eu tive que aceitar que o que eu chamava de “minha casa” era só um teto temporário, que dia a mais dia menos, seria o abrigo terreno de outra família.

Eu tive que aceitar que o meu apego às coisas só apressaria ainda mais a minha despedida e a minha partida.

Eu tive que aceitar que meus animais de estimação, a árvore que eu plantei, minhas flores e minhas aves eram mortais. eles não me pertenciam!

Foi difícil mais eu tive que aceitar.

Eu tive que aceitar as minhas fragilidades os meus limites, a minha condição de ser mortal, de ser atingível, de ser perecível.

Eu tive que aceitar que a VIDA sempre continuaria com ou sem mim, e que o mundo em pouco tempo me esqueceria.

Eu me rendi e aceitei que eu tinha que aceitar.

Aceitei para deixar de sofrer, para lançar fora o meu orgulho, a minha prepotência e para voltar à simplicidade da Natureza, que trata a todos da mesma maneira, sem favoritismo.

Humildemente eu te confesso que foi preciso eu fazer cessar umas guerras dentro de mim.

Eu tive que me desarmar e abrir meus braços para receber e aceitar a minha tão sonhada Paz!

 

Texto - Silvia Schmidt

Coração vermelho

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Foi vivendo…

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Foi andando muito preocupado pelas ruas,

que descobri mais um motivo para sorrir:

o meu poder de ir e vir.

Foi chorando por um desastre amoroso,

que descobri mais um motivo para me encantar,

a minha capacidade de viver o amor, de amar.

Foi deitado em uma cama, doente nem sei de que,

que descobri mais um motivo para viver,

a minha força de cura e o poder de me restabelecer.

Foi em meio a maior miséria na minha vida,

onde tudo faltou, que descobri a fartura.

Percebi que posso recomeçar com bravura.

Foi assim, que em meio a tantos abandonos,

tantas desilusões, traições, perdas e danos,

que descobri a alegria de se ter uma família,

de se lutar por alguém, de viver por um ideal.

Ser feliz não se mede com saldo no banco,

nem com quantas coisas você tem,

mas com a capacidade de se levantar após cada queda,

sentindo aquele desejo maior de vencer, de crescer.

Se você já caiu, ou está no fundo do poço,

saiba que no escuro da noite,

Deus em sua misericórdia infinita,

sempre envia uma estrela para iluminar nosso caminho.

Se você acreditar em seu poder pessoal

vai virar a mesa, vai mudar, vai vencer e vai descobrir que sorrir

é a certeza de que o melhor está por vir.

 

Paulo Roberto Gaefke

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domingo, 5 de janeiro de 2014

De onde vem a nossa dor

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A dor nas costas vem das costas, a dor de estômago vem do estômago, a dor de cabeça vem da cabeça. E sua dor existencial, vem de onde?

Ela vem da história que você meio que viveu, meio que criou – é sabido que contamos para nós mesmos uma narrativa que nem sempre bate com os fatos. Nossa memória da infância está repleta de fantasias e leituras distorcidas da realidade. Mesmo assim, é a história que decidimos oficializar e passar adiante, e dela resultam muitas de nossas fraturas emocionais.

Nossa dor existencial vem também do quanto levamos a sério o que dizem os outros, o que fazem os outros e o que pensam os outros – uma insanidade, pois quem é que realmente sabe o que pensam os outros? Pensamos no lugar deles e sofremos por esse pensamento imaginado. Nossa dor existencial vem dessa transferência descabida.

Nossa dor existencial, além disso, vem de modelos projetados como ideais, a saber: é melhor ser vegetariano do que comer carne, fazer faculdade de medicina do que hotelaria, namorar do que ficar sozinho, ter filhos do que não ter, e isso tudo vai gerando uma briga interna entre quem você é e entre quem gostariam que você fosse, a ponto de confundi-lo: existe mesmo uma lógica nas escolhas?

Como se não bastasse, nossa dor existencial vem do que não é escolha, mas destino: quem é muito baixinho, ou tem cabelo muito crespo, ou é pobre de amargar, ou tem dificuldade de perder peso vai transformar isso em uma pergunta irrespondível – por que eu? – e a falta de resposta será uma cruz a ser carregada.

Nossa dor existencial vem da quantidade de nãos que recebemos, esquecidos que somos de que o “não” é apenas isso, uma proposta negada, um beijo recusado, um adiamento dos nossos sonhos, uma conscientização das coisas como elas são, sem a obrigatoriedade de virarem traumas ou convites à desistência.

Nossa dor existencial vem do bebê bem tratado que fomos, nada nos faltava, éramos amamentados, tínhamos as fraldas trocadas, ninavam nosso sono, até que um dia crescemos e o mundo nos comunicou: agora se vire, meu bem. Injustiça fazer isso com uma criança – alguém aí por acaso deixou totalmente de ser criança?

Nossa dor existencial vem da incompreensão dos absurdos, da nossa revolta pelos menos favorecidos, da inveja pelos mais favorecidos, da raiva por não atenderem nossos chamados, por cada amanhecer cheio de promessas, pela precariedade das nossas melhores intenções e pela invisibilidade que nos outorgamos: por que nunca ninguém nos enxerga como realmente somos?

Dor de dente vem do dente, dor no joelho vem do joelho, dor nas juntas vem das juntas. Nossa dor existencial vem da existência, que nenhum plano de saúde cobre, de tão difícil que é encontrar seu foco e sua cura.

Martha Medeiros

Oferendas ao nada

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Ao reler o livro A alma imoral, do rabino Nilton Bonder, encasquetei com uma expressão que, na primeira leitura, feita anos antes, não havia me despertado a atenção – e isso explica a razão de releituras serem necessárias, pois acontecem num outro momento da vida, em que o que não era relevante passa a ser. E nem preciso dizer que essa predisposição à releitura deveria existir para tudo, não só para livros.

Mas retornando ao ponto.

No livro, o rabino diz que muitos dos nossos sacrifícios e esforços são oferendas ao nada. Oferendas ao nada. Foi esta a expressão que me fez refletir sobre a quantidade de privações e abstinências a que nos submetemos e que têm serventia nula. Zero.

... A timidez, por exemplo. O que a timidez tem feito por você? Ela impede que você se relacione olho no olho, que arrisque uma conversa com um desconhecido, que apresente aos outros seu trabalho, suas propostas, suas ideias. Orgulhar-se da sua timidez, colocando-a num altar, é fazer uma oferenda ao nada.

O que a culpa tem feito por você? Tem impedido você de se responsabilizar pelos seus atos e renegociar com a vida, tem trancafiado você em casa, obrigando-o a lidar incessantemente com questões passadas, tem envelhecido você, consumido você, paralisado você, e você ainda se ajoelha e reza para cultuá-la. Outra oferenda ao nada.

O que a insegurança tem feito por você? Nada. O que o medo tem feito por você? Nada.

O narcisismo, menos ainda. Cultuando esse deus chamado “Eu”, você não olha para fora, não exercita a solidariedade, não considera o sentimento dos outros, não compreende, não perdoa, não evolui. Oferece a si próprio uma homenagem patética, fica preso a uma energia que não circula, não realiza troca alguma. Joga flores para a solidão.

Que em 2014 consigamos romper com nossos receios sobre o que os outros irão pensar de nós, com o que não nos traz retorno, com o que não nos insere no universo de uma forma mais efetiva e bonita. Chega de cultuar impedimentos. Façamos, para variar, oferendas ao risco.

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terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Aprendi…

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Aprendi com o tempo que é preciso fazer florir o deserto
que a vida nos dá. É preciso fazer nascer coragem onde
só há medo. É preciso criar sorrisos, mesmo quando as
lágrimas teimam em se fazer presentes.
É preciso falar de amor, mesmo em um tempo de guerras.

Marcelle Melo