segunda-feira, 10 de setembro de 2012
domingo, 17 de junho de 2012
Sobre as ofensas e as mágoas
Esforce-se para impedir que a ofensa se converta em mágoa.
Silencie o sucesso infeliz em que se viu envolvido.
Acautele-se face aos comentários que lhe tragam
os maledicentes e os levianos.
Reflita, maduramente, valorizando o ensejo e retirando proveito da lição que o alcança em forma de sofrimento.
Se você é inocente, exulte. Se é culpado, tranquilize-se diante do pagamento.
Não fique remoendo, mentalmente, o acontecido.
Pense na hipótese de o seu agressor estar enfermo.
A posição da vítima é sempre melhor.
Enseje ao desafeto oportunidade para a reparação e o retorno.
Se tudo estiver, aparentemente, contra você, fiscalizado por uns, perseguido por outros, mantenha inalterada a sua confiança em Deus, que tudo sabe.
Desgraça verdadeira é perseguir, inquietar, comprazer-se na dor alheia, envenenar-se com o azedume e a cólera.
Perdoando, você estará sempre em paz, podendo auferir mais tarde as vantagens de haver sido enganado, perseguido ou ultrajado, com o espírito livre de outros débitos, de que então se encontrará liberado.
Do Espírito Marco Prisco
(psicografado pelo médium Divaldo Pereira Franco)
sábado, 14 de abril de 2012
A dignidade não se contamina
Há algum tempo, uma emissora de televisão apresentou uma reportagem intitulada A boca do lixo.
As câmeras focalizaram a realidade das pessoas que vivem do produto que conseguem retirar daquele lugar infecto, chamado lixão.
As cenas chocaram sobremaneira. Crianças e jovens, adultos e velhos disputavam, com as moscas e os urubus, os detritos jogados pelos caminhões de coleta.
Eram pessoas que, em princípio, pareciam confundidas com o próprio lixo, que haviam perdido a identidade, a auto-estima, a dignidade.
Revestidas de trapos imundos, reviravam com suas ferramentas os monturos fétidos e retiravam alguns objetos que colocavam num saco, igualmente imundo.
No entanto, no decorrer da reportagem, os repórteres elegeram algumas daquelas pessoas e acompanharam um pouco da sua rotina diária.
Eles as entrevistaram, perguntaram qual o motivo que as levou àquele tipo de trabalho, que se poderia chamar de sub-humano.
E, na medida em que os entrevistados falavam das suas vidas, de seus anseios, de como encaravam a situação, fomos percebendo uma realidade diferente da que supomos no início.
Aquelas pessoas não haviam perdido a identidade, tampouco se deixaram confundir com a sujeira.
Após as lutas do dia, chegavam em seus casebres, tomavam banho, trocavam os trapos infectos por roupas limpas, embora simples, e continuavam seus afazeres domésticos, com dignidade e honradez.
Percebemos que aquelas pessoas não permitiram que a situação deprimente e miserável lhes contaminasse a dignidade.
Respondendo às perguntas feitas pelos repórteres, uma senhora que vivia com o marido, seis filhos e a mãezinha já idosa, deixou bem clara a sua posição diante da vida.
Quando lhe perguntaram se não era muito difícil criar seis filhos, ela respondeu sorrindo:
Eu os amo de igual forma. Se Deus os mandou, é porque devo criá-los. O que não podemos é matar. Eu nunca matei nenhum no ventre, como não mataria agora, depois de nascido.
E quando o repórter perguntou à avó se ela ajudava a cuidar dos netos, esta respondeu com sabedoria:
Eu já criei e eduquei meus 9 filhos. Agora, cabe à mãe deles criá-los. Se fosse para eu criar, Deus os teria enviado como meus filhos também.
Uma outra senhora, bem idosa, que também trabalhava no lixão, demonstrava sinais evidentes de dignidade e fé em Deus.
O corpo esquálido e a falta de dentes davam notícia dos maus tratos que o tempo imprimira àquela mulher.
Todavia, ao responder ao entrevistador se não se envergonhava de trabalhar no monturo, disse que vergonha é roubar e matar, e que disso ela jamais seria capaz.
Aquelas pessoas, unidas pela desdita, falavam de amizade, respeito mútuo, companheirismo, convidando-nos a mais profundas reflexões em torno das nossas próprias vidas.
É tempo de pensarmos um pouco, antes de reclamar da própria situação, já que, por pior que seja, não se pode comparar a daqueles que vivem do lixo que nós atiramos fora.
* * *
Deus não cria as situações de miséria para Seus filhos.
Todas as condições sub-humanas impostas a determinadas classes sociais, são geradas pelo próprio homem, que se enclausura na concha escura do seu egoísmo, quando poderia, com poucos esforços e uma pequena dose de solidariedade, dar a cada um o necessário para viver.
Pensemos nisso!
Redação do Momento Espírita.
quarta-feira, 21 de março de 2012
Gentileza e polidez
Na língua portuguesa existem palavras com vários significados. Nem sempre sabemos o que realmente significam no contexto em que estão inseridas.
A palavra gentil, por exemplo, segundo os dicionários, quer dizer: "de boa linhagem; nobre, fidalgo; elegante, garboso; que agrada pela delicadeza de sentimentos ou fineza de maneiras; amável."
E a palavra polidez quer dizer "caráter ou qualidade do que é polido; atitude gentil; cortesia, civilidade."
Geralmente as pessoas gostam de ser consideradas gentis e polidas, pois esses termos pressupõem atitudes nobres.
No entanto, a pessoa pode ser gentil e polida e não ser ética e nem moralmente correta.
Uma pessoa que se comporta com gentileza e polidez não está, necessariamente, agindo com bondade, eqüidade, complacência e gratidão.
O excesso de polidez e de gentileza pode até ser muito inconveniente.
É por isso que o ditado popular: "é polido demais para ser honesto", tem sua razão de ser.
Aquele que é gentil e polido, em excesso, passa por pouco verdadeiro. Isso porque, às vezes, a honestidade, a seriedade e a verdade exigem que se desagrade alguém.
"Levada muito a sério, a polidez é o contrário da autenticidade.
Os muito polidos são como crianças grandes demasiadamente bem comportadas, prisioneiras de regras, iludidas pelos costumes e pelas conveniências."
Assim, entende-se que uma pessoa polida não deve ser, só por esse fato, considerada virtuosa.
A polidez pode ser uma atitude externa, como uma fina camada de verniz adquirida pelas regras de etiqueta, e não ter ressonância no interior da alma.
Uma pessoa pode ser gentil e enérgica ao mesmo tempo, sem que isso a torne menos gentil.
Pessoas que nunca contrariam ninguém, não podem estar sendo honestas nem verdadeira.
Uma pessoa gentil sabe usar a sua autenticidade com moderação, bom senso e firmeza, sem resvalar na pieguice ou na loucura.
Já uma pessoa vil não deixa de ter mau caráter pelo fato de ser polida.
Geralmente esse equívoco de interpretação confunde a análise e julgase mais pela aparência do que pela essência.
É por isso que um gentil cavalheiro, ou uma dama polida, quando provocados, podem tornar-se irreconhecíveis, pela grosseria de seus atos e gestos.
Isso porque a provocação não resiste à pedra de toque, às mazelas internas rompem o verniz, e a criatura mostra-se tal qual é: uma fera.
Nesses momentos usa todas as armas possíveis para agredir, sem mensurar se há justiça ou não em suas atitudes insanas.
Quanto mais fina a camada de verniz, mais facilmente surgirão as intimidações dos oponentes mostrando-lhes, de alguma forma, que estão investidas de algum poder, atrás do qual se protegem.
Quando não se tem argumentos lógicos, justos e coerentes, apela-se para o grito, a "carteirada" ou a força bruta.
Jesus, o grande Sábio de todos os tempos, disse: Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas, que são semelhantes a sepulcros caiados, vistosos por fora mas cheios de podridão por dentro. Assim também vós, por fora pareceis justos aos outros, mas por dentro estais cheios de hipocrisia e maldade.
É essa maldade que vai aparecer sempre que ficar exposto o verdadeiro caráter do indivíduo, que está escondido por trás da polidez ou da falsa gentileza.
Por tudo isso vale construir um bom caráter de dentro para fora, pois ninguém poderá se manter por muito tempo sobre bases falsas.
Seja essencialmente gentil, e sua gentileza se exteriorizará naturalmente, tão natural como o ato de respirar.
Equipe de Redação do Momento Espírita, com base no cap. 20 de O Livro da Virtudes de Sempre, de autoria de Ramiro Marques, Landy Editora, e no Evangelho de Mateus, cap. 23, vv 27 e 28.
sábado, 10 de março de 2012
Sua vida é obra sua.
"Nosso subconsciente trabalha na materialização de nossas crenças. Ele não tem senso de humor. Faz sempre o que acreditamos. Não falha. Dessa forma, o fracasso não existe. Você foi sempre um sucesso! Sua vida é obra sua. Você é responsável por suas experiências. Mesmo aquelas que parecem não depender de você foram atraídas por sua forma de pensar.
As coisas não vão bem? Só colhe infelicidade? É hora de perceber como você consegue fazer isso. Certamente não escolheu a atitude adequada para obter bons resultados. Mudando essa atitude, tudo se modificará.
A vida deseja que você desenvolva seus potenciais de espírito eterno e aprenda a ser feliz. A felicidade é nosso destino e só o bem é verdadeiro. Para nos ensinar isso, a vida programa nossas experiências de acordo com nossas necessidades. Através do resultado dessas experiências conquistamos a sabedoria.
Na queixa há sempre uma justificativa para continuarmos a ser como somos, mas há também uma auto-imagem negativa. Você pensa que não pode fazer nada, que é incapaz e não merece. Conforma-se em ser pobre, em ficar em segundo plano, em pensar primeiro nos outros (“é feio pensar em você primeiro”). Acha que, para você ter, outros terão que dar e perder. Como se Deus fosse pobre e tão limitado que para dar a uns teria que tirar de outros. Esses pensamentos são altamente depressivos e atraem infelicidade.
Seu subconsciente obedece às mensagens que você lhe envia. Você tem todo o poder de criar seu próprio destino. Se deseja viver melhor, reconheça isso.
Faça uma lista de suas crenças e até das frases que costuma dizer. Se puser atenção e for sincera, logo vai perceber quais as crenças que são responsáveis por sua infelicidade. Não pense mais nelas. Esqueça-as. Quanto mais se preocupar em eliminá-las, mais pensará nelas e as alimentará.
Trate de cultivar o oposto. Faça afirmações positivas sempre usando o presente. Exemplo: “Eu sou feliz”, “Tenho muita sorte”, “Minha saúde está cada dia melhor”, etc. Escreva-as e espalhe-as em sua casa, nos lugares onde você possa vê-las constantemente. Repita-as várias vezes por dia.
Mas não se esqueça de pôr emoção nelas, acreditar realmente no que afirmar. Ignore aquela vozinha que lhe diz que não vai funcionar. Não custa nada experimentar.
Lembre-se de que todos os problemas de sua vida foram criados por você. Você foi, é e sempre será um sucesso. Suas escolhas podem ter dado um resultado diverso do que você esperava, mas você conseguiu materializa-las. Refletem o que você crê, e o que você crê seu subconsciente materializa…
Pense nisso."
Zíbia Gasparetto
quarta-feira, 7 de março de 2012
Alegria
"Alegria é o cântico das horas em que Deus
te afaga a passagem no mundo.
Em toda parte, desabrocham flores por sorrisos
da natureza e o vento penteia a cabeleira do
campo com música de ninar.
A água da fonte é carinho liquefeito no coração
da Terra e o próprio grão de areia, inundado de sol,
é mensagem de alegria a falar-te do chão.
Não permitas, assim, que a tua dificuldade
se faça tristeza entorpecente nos outros.
Ainda mesmo que tudo pareça conspirar contra
a felicidade que esperas, ergue os olhos
para a face risonha da vida que te rodeia
e alimenta a alegria por onde passes.
Abençoa e auxilia sempre, mesmo por entre lágrimas.
A rosa oferece perfume sobre a garra do espinho
e a alvorada aguarda, generosa, que a noite cesse
para renovar-se diariamente, em festa de amor e luz.”
Meimei
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
Abnegação
A evolução espiritual é um fenômeno bastante complexo, que se dá em sucessivas fases.
No começo, predomina a natureza corpórea.
Dominada pelos instintos, a criatura dedica seu tempo e seu interesse a atividades comezinhas.
Comer, vestir-se, abrigar-se, procriar e cuidar da prole, eis a que se resumem suas preocupações.
Nesse período, o egoísmo é marcante.
Os instintos de conservação da vida e da preservação da espécie têm absoluta preponderância.
Com o tempo, o ser começa a desvincular-se de sua origem.
A inteligência se desenvolve, o raciocínio se sofistica e o senso moral desabrocha.
As invenções tornam possível gastar tempo com questões não diretamente ligadas à sobrevivência.
Viver deixa de ser tão difícil, sob o prisma material.
Em compensação, começam os dilemas morais.
Com a razão desenvolvida, a responsabilidade surge forte nos caminhos espirituais.
O que antes era admissível passa a ser um escândalo.
A sensibilidade se apura e a criatura aspira por realizações intelectuais e afetivas.
Essa nova sensibilidade também evidencia que o próximo é seu semelhante, com igual direito a ser feliz e realizado.
Gradualmente se evidencia a igualdade básica entre todos os homens.
Malgrado possuidores de talentos e valores diversos, não se distinguem no essencial.
Uma chama divina os anima e a todos conduzirá aos maiores cimos da evolução.
Contudo, o abandono dos hábitos toscos das primeiras vivências não é fácil.
Séculos são gastos na árdua tarefa de domar vícios e paixões.
As encarnações se sucedem enquanto o Espírito luta para ascender.
O maior entrave para a libertação das experiências dolorosas é o egoísmo, que possui forte vínculo com o apego às coisas corpóreas. Quanto mais se aferra aos bens materiais, mais o homem demonstra pouco compreender sua natureza espiritual.
O Espírito necessita libertar-se do apego a coisas transitórias.
Apenas assim ele adquire condições de viver as experiências sublimes a que está destinado.
Quem deseja sair do primitivismo deve combater o gosto pronunciado pelos gozos da matéria.
O melhor meio para isso é praticar a abnegação.
Trata-se de uma virtude que se caracteriza pelo desprendimento e pelo desinteresse.
A ação abnegada importa na superação das tendências egoístas do agente.
Age-se em benefício de uma causa, pessoa ou princípio, sem visar a qualquer vantagem ou interesse pessoal.
Certamente não é uma virtude que se adquire a brincar.
Apenas com disciplina e determinação é que ela se incorpora ao caráter.
Mas como ninguém fará o trabalho alheio, é preciso principiar em algum momento.
Comece, pois, a praticar a abnegação.
Esforce-se em realizar uma série de atitudes com foco no próximo.
Esqueça a sua personalidade e pense com interesse no bem alheio.
Esse esforço inicial não tardará a dar frutos.
O gosto pelo transitório lentamente o abandonará.
Ele será substituído pelos prazeres espirituais.
Você descobrirá a ventura de ser bondoso, de amparar os caídos e de ensinar os ignorantes.
Esses gostos suaves e transcendentes o conduzirão a esferas de sublimes realizações.
Pense nisso.
Redação do Momento Espírita.
domingo, 8 de janeiro de 2012
Tudo passa...
Todas as coisas na Terra passam.
Os dias de dificuldade passarão...
Passarão, também, os dias de amargura e solidão.
As dores e as lágrimas passarão.
As frustrações que nos fazem chorar... Um dia passarão.
A saudade do ser querido que está longe, passara ...
E guardemos a certeza pelas próprias dificuldades já superadas que não há mal que dure para sempre, semelhante a enorme embarcação que, às vezes, parece que vai soçobrar diante das turbulências de gigantescas ondas ...
Assim, façamos a nossa parte o melhor que pudermos, sem esmorecimento e confiemos em Deus, aproveitando cada segundo, cada minuto que, por certo, também passará.
Chico Xavier
Pensamento Tem Forma?
Os pensamentos tem origem na imaginação
Você consegue parar de pensar pelo menos por alguns segundos? Isso é tão dificil que os hindus, para conseguir meditar sem que os pensamentos atrapalhem, inventaram os mantras. Repetindo-os durante a meditação, conseguem entar em um estado especial de relaxamento e de paz.
Pensar é tão natural como respirar. Mas se a respiração seguramos o ar purificado e jogamos fora o que não serve, com o pensamento ainda não aprendemos a fazê-lo. E isso faz a diferença. Alimentamos e damos força a muitos pensamentos tóxicos que envenenam nossa vida, causam problemas, chegando a materializar situações dolorosas, tragédias e doenças.
Meus amigos espirituais dizem que 80% de nossos problemas vêm desses pensamentos. É uma porcentagem alta e vale a pena estudarmos melhor esse assunto.
Você acha exagero? É mais cômodo acreditar que sua doença foi causada por um vírus, que a amiga foi “vitima” daquele acidente de carro, que aquele alcoólatra na família seja um carma, que a obsessão do seu filho é causada pela perseguição de um espirito desencarnado. Há quem diga até que “desenvolver” a mediunidade cura todas essas coisas, como se ‘receber’ espíritos possa por si só equilibrar emocionalmente uma pessoa.
Reconhecer que 80% dos problemas que lhe afligem vêm de suas atitudes, de sua invigilância, de sua insegurança ou falta de controle significa assumir completa responsabilidade por sua vida.
Não esperar nada dos outros e usar a própria força para melhorar será um grande passo. Examinar seus verdadeiros sentimentos, rever suas crenças, avaliar e trabalhar para restaurar sua saúde interior são esforços que só você pode realizar e que terá como resultado o bem-estar que você deseja.
O pensamento tem origem na imaginação. Quando ele nos impressiona e lhe damos força, torna-se uma crença cuja energia se instala em nossa aura como uma verdade. Nosso subconsciente, cuja função é materializar nossas crenças, vai trabalhar para criar o que acreditamos. A essa altura, aquele pensamento ao qual demos força tomou a forma e o teor do que idealizamos. Os cientistas dão-lhe o nome de formas-pensamentos e nós constumamos chamar de ‘amebas’ energéticas.
Se alguém lhe disse que é perigoso dirigir na estrada, ou se você leu sobre um acidente de carro no jornal e sentiu medo de que lhe aconteça o mesmo e não deu ouvidos, tudo bem, logo esquecerá o incidente. Porém se se impressionou, alimentou o medo e acorvadou-se, dependendo da intensidade de como fez isso, criou uma ‘ameba’ em sua aura que a partir daí vai pressioná-la todas as vezes que precisar dirigir na estrada, fazendo-a sentir medo e desistir. Se você não reagir, acabará prisioneira dela, não dirigindo mais, até que a enfrente fazendo exatamente o oposto. Já pensou como será sua vida se você criar muitas delas?
Muitos pesadelos, loucuras, visões, doenças psicossomáticas e até síndrome do pânico têm origem nessas ‘amebas’. Um bom terapeuta, familiarizado com elas, poderá ser de grande ajuda para identifica-las. Entretanto, só a própria pessoa terá o poder de eliminá-las, quando resolver enfrentá-las.
Os médiuns nos centros espíritas captam essas formas-pensamentos das auras das pessoas e julgam tratar-se de um espirito desencarnado. Só os mais experientes conseguem perceber a diferença, porque os sintomas são iguais. A ameba transmite toda a carga da emoção de que a carrega. Quando o médium faz essa captação, o possuidor da ameba registra uma melhora temporária, porque a carga de energia diminui, mas como ele continua a alimentá-la, mantendo as mesmas ideias, logo voltará ao estado interior. Eis por que certas pessoas têm o passe como um alívio apenas temporário.
Se você vem sofrendo há muitos anos sem solução, se sua vida vai mal e tudo parece estar conspirando contra sua felicidade, preste atenção às conversas que costuma manter consigo mesmo. Elas são a chave de todos os seus problemas. Suas amebas estão lá, impressionando você, bloqueando seu desenvolvimento. Se não acredita, experimente.
Perceba quantas vezes se critica, se agride, se coloca contra você, destruindo seu entusiasmo, sua alegria de viver. Quantas crenças captou dos parentes ou professores de infância, sem nunca ter questionado se eram verdadeiras? Coisas como: “Tomar banho depois do almoço faz mal!” ou “Não pode lavar a cabeça quando menstruada”. Hoje, quem acreditaria nisso? Se essas já foram eliminadas, quantas outras estão lhe controlando?
Fazer afirmações positivas, criar “amebas” otimistas que nos encorajem e tragam alegria é trabalho de cada um. Eu, que já venho fazendo isso há algum tempo, garanto que isso funciona. Sinto-me saudável, alegre e feliz.
Você não gostaria de fazer o mesmo?
Zíbia Gasparetto
sábado, 12 de novembro de 2011
Se Desejas
Toda melhora parece distante.
Toda superação surge como sendo quase impossível. Pediste, porém, o berço terrestre, no exato lugar em que te cabe aprender e reaprender.
Não olvides, por isso, que o domínio da lição não dispensa a vontade.
Recebeste no lar muitos daqueles que te não alimentam a simpatia.
No entanto, se desejas, podes transformar toda aversão em amor, desde que te decidas a ajudá-los com paciência.
Sofres o chefe insano, a crivar-te de inúmeros dissabores.
Contudo, se desejas, podes convertê-lo em amigo, desde que te disponhas a auxiliá-lo sem pretensão.
Padeces dura condição social, renteando o infortúnio.
Todavia, se desejas, podes transfigurar a subalternidade em elevação, desde que te eduques, para que a vida te use em plano mais alto.
Trazes o órgão enfermo, a cercar-te de inibições. Entretanto, se desejas, podes aproveitá-lo, na própria sublimação, em nível superior.
Ainda hoje, é possível encontres sombras enormes...
O obstáculo dos que te não compreendem, a palavra dos que te insultam, o apontamento insensato ou as lágrimas que a prova redentora talvez te venha pedir.
Mas podes usar o silêncio e a oração, clareando o caminho...
Declaras-te sem trabalho, amargando posição desprezível, mas, se desejas, podes ainda agora começar humilde tarefa, conquistando respeito e cooperação.
Acusam-te de erros graves, criando-te impedimentos, mas, se desejas, podes tomar, em bases de humildade e serviço, a atitude necessária à justa renovação.
Sentes-te dominado por esse ou aquele hábito vicioso, que te exila no desapreço, mas, se desejas, podes reaver o próprio equilíbrio, empenhando energia e tempo no suor do trabalho digno.
Afirmas-te na impossibilidade de socorrer os necessitados, mas, se desejas, podes efetuar pequeninos sacrifícios domésticos em favor dos outros, de modo a que tua vida seja uma bênção na vida de teus irmãos.
Para isso, porém, é preciso não esquecer os recursos singelos que tanta gente deixa ao olvido...
O minuto de tolerância.
O esquecimento de toda injúria.
O concurso anônimo.
A bondade que ninguém pede.
O contacto do livro nobre.
A enxada obediente.
A panela esquecida.
O tanque de lavar.
A agulha simples.
A flor da amizade.
O resto de pão.
Queixas-te de necessidade e desencanto, fadiga e discórdia, abandono e solidão, mas, se realmente desejas, tudo pode mudar...
Emmanuel (Francisco Cândido Xavier)
Reunião pública de 23/11/59
Questão nº 843
Do livro "Religião dos Espíritos", cap. 83
segunda-feira, 10 de outubro de 2011
A família
Você já parou algum dia para pensar como funciona uma colméia? Já se deu conta de que nela tudo é ordem, disciplina, preocupação pelo todo?
A colméia é formada por células de cera, que se contam aos milhares. Em algumas dessas células existem ovos ou larvas de abelha. Outras servem como depósitos de pólen e de mel. Essas são os favos de mel.
Numa colméia podem existir até 70 mil abelhas, que exercem diferentes funções.
As operárias são as que alimentam as larvas, cuidam da colméia, trazem comida para todos os habitantes da comunidade. Elas começam como faxineiras, limpando as células onde estão os ovos. Depois produzem a geléia real que serve para alimentar as abelhas mais jovens e a rainha. Também trabalham como babás alimentando as abelhinhas mais crescidas com pólen e mel.
Com dez dias de vida elas se tornam construtoras. Começam a produzir cera, que lhes permite construir e remendar as células da colméia.
A rainha tem como tarefa botar ovos, dos quais sairão as operárias, os zangões e as novas rainhas. No verão chega a botar em um só dia 1.500 ovos.
O zangão, desde que nasce, tem por tarefa a procriação com a rainha. Depois morre.
Tudo na colméia reflete ordem, equilíbrio.
As operárias são também as que saem da colméia para buscar a matéria prima de que necessitam. Estranhamente, elas nunca se enganam no caminho de volta para casa, para onde retornam com sua preciosa carga.
Embora sua vida seja curta, de cinco semanas apenas, elas não se cansam de trabalhar, sem cansaço, pelo bem-estar de toda a equipe.
Podemos pensar na família como uma colméia racional. Cada um tem sua tarefa a cumprir, visando o crescimento da pequena coletividade, como exige o lar.
E todos são importantes no desempenho do grupo doméstico.
É no seio da família, na intimidade do lar, que se vão descobrir operárias incansáveis, trabalhando sem cessar, não se importando consigo mesmas. Em constante processo de doação.
É na família que se aprende a transformar o fel das dificuldades, as amarguras das incompreensões no mel das atenções e do entendimento.
É ali que se exercita a cooperação. Afinal, como a família é uma comunidade, há necessidade de ajuda mútua.
Quando a família enfrenta as dificuldades com união, cresce e supera problemas considerados insolúveis.
Para que a família progrida no todo, cada um deve se conscientizar de sua tarefa e realizá-la com alegria.
É por este motivo que as crianças devem ser incentivadas, desde cedo, a pequenas tarefas no lar.
Retirar os pratos da mesa, lavar a louça, aquecer a mamadeira do menorzinho.
Renúncia a um pequeno lazer para satisfazer o outro. Nem que seja somente a satisfação da companhia ou de um diálogo amistoso.
Se na colméia familiar reinar o amor, conseguiremos com certeza ter elementos para uma atuação segura, verdadeiramente cristã, junto à família maior, na imensa colméia do mundo.
***
A família é abençoada escola de educação moral e espiritual. É oficina santificante onde se burilam caracteres. É laboratório superior em que se refinam ideais.
Equipe de Redação do Momento Espírita, com base na revista Mini-monstros, editora Globo, Nº 19964 e no livro Rosângela, cap. A colméia, Editora Fráter livros Espíritas.
sábado, 1 de outubro de 2011
A inteireza da vida
Ninguém vive pela metade. O espaço de vida de cada um é o que cada qual tem de inteiro. Se dura vinte ou cinqüenta anos, não faz diferença. O que conta é que uma vida é uma vida.
Não existe meio amor, meia felicidade, meia saudade. Todo sentimento por si só é inteiro. Ou a gente é feliz ou não é; ou ama, ou não ama; ou quer, ou não quer. Quando amamos, dúvida não existe; se queremos realmente, dúvida não existe; se somos felizes... cadê o espaço pra infelicidade, se a felicidade toma conta de tudo?!
Então, se você se sente nesse meio caminho, talvez seja o momento de parar e refletir um pouco na sua existência. A vida é inteira, mas não temos a vida inteira para decidirmos vivê-la intensamente. Temos o agora. Há quem diga que pelo fato de ser jovem ainda tem tempo. Mas quem, além de Deus, sabe dizer a medida da vida de cada um? Perdemos preciosos minutos no nosso hoje com a idéia que amanhã as coisas acontecerão e que podemos esperar.
Quando começamos a medir e pesar nossos sentimentos, não vamos a lugar nenhum. Haverá sempre uma luta cerrada entre o coração que quer viver e a razão que mede conseqüências. Medindo dificuldades, não fazemos nada. Se devemos medir alguma coisa, devem ser então as possibilidades. Aí sim estamos no caminho certo.
Para os pessimistas uma pedra é um estorvo, para os otimistas é um pedacinho do alicerce da própria vida. O segredo está no olhar com que cada um vê as situações.
Só enfrentando os medos e o desconhecido é que conseguiremos viver de forma inteira essa vida que se oferece a nós em pedaços. Ninguém disse que não há riscos. Mas não é melhor arriscar do que viver o restante dos nossos dias na infelicidade de se perguntar o que teria sido se tivéssemos tentado?
Quando fizer alguma coisa, faça com inteireza de coração. Ame totalmente, ria totalmente, faça de tudo um todo. A vida é bela demais para ser deixada em suspenso. O amor é bom demais para que possamos vivê-lo em pequenas partes, sem que o tornemos real e possível.
Tente viver com a metade do seu coração e veja se consegue... difícil ser feliz sem ser completo. Impossível ser completo parado num caminho de indecisões.
O coração talvez não seja o melhor conselheiro. Mas é o que nos mantém vivos e que está sempre junto, sempre ligado a nós. Deixe, pelo menos uma vez, que ele fale mais alto...
© Letícia Thompson
segunda-feira, 19 de setembro de 2011
Ser Feliz
"Assim, pois, aqueles que pregam ser a Terra a única morada do homem, e que só nela, e numa só existência, lhe é permitido atingir o mais alto grau das felicidades que a sua natureza comporta, iludem-se e enganam aqueles que o escutam."
( O Evangelho segundo o Espiritismo - Cap V, item 20)
As estradas que nos levam à felicidade fazem parte de um método gradual de crescimento intimo cuja prática só pode ser exercida pausadamente, pois a verdadeira fórmula da felicidade é a realização de um constante trabalho interior.
Ser feliz não é uma questão de circunstância, de estarmos sozinhos ou acompanhados pelos outros, porém de uma atitude comportamental em face das tarefas que viemos desempenhar na Terra.
Nosso principal objetivo é progredir espiritualmente e, ao mesmo tempo, tomar consciência de que os momentos felizes ou infelizes de nossa vida são o resultado direto de atitudes distorcidas ou não, vivenciadas ao longo do nosso caminho.
No entanto, por acreditarmos que cabe unicamente a nós a responsabilidade pela felicidade dos outros, acabamos nos esquecendo de nós mesmos. Como consequência, não administramos, não dirigimos e não conduzimos nossos próprios passos. Tomamos como jugo deveres que não são nossos e assumimos compromissos que pertencem ao livre-arbítrio dos outros.
O nosso erro começa quando zelamos pelas outras pessoas e as protegemos, deixando de segurar as rédeas de nossas decisões e de nossos caminhos.
Construímos castelos no ar, sonhamos e sonhamos irrealidades, convertemos em mito a verdade e, por entre ilusões românticas, investimos toda a nossa felicidade em relacionamentos cheios de expectativas coloridas, condenando-nos sempre a decepções crônicas.
Ninguém pode nos fazer felizes ou infelizes, somente nós mesmos é que regemos o nosso destino. Assim sendo, sucessos ou fracassos são subprodutos de nossas atitudes construtivas ou destrutivas.
Retirado do Livro Renovando Atitudes - Francisco do Espírito Santo Neto
sexta-feira, 16 de setembro de 2011
Se existe saudade
A saudade é esse passarinho que vem de leve e pousa no nosso coração trazendo lembranças, como um colibri que beija a flor e traz beleza. E ela nem escolhe hora ou lugar, só aparece assim, invadindo inteiramente esse espaço que consideramos reservado às pessoas ou ocasiões especiais.
Mas se existe saudade, é porque existem sementinhas de ternura plantadas em nós; pedacinhos de coisas boas, que talvez nem tenham ficado muito tempo, mas o suficiente para deixar um rastro, um sabor, uma marca, um perfume.
Outro dia, falando sobre a saudade que sinto da minha família virtual, ouvi, com surpresa, alguém dizer que não é possível sentir saudade de pessoas que nunca vimos. E como não?
Que nome dar então a essa falta, esse vazio nostálgico, dolorido e bom que invade a alma e toma conta do momento? Essa viagem que fazemos sem malas e documentos e que nos leva e nos trás, cheios de amor e de não sei o quê?
A saudade é uma prova, um certificado, carimbado e assinado embaixo de que não estamos inteiramente sós e nem vazios. As pessoas vêm e vão e ficam assim se prolongando em nós, existindo pela eternidade do nosso caminho.
E amanhã ou depois, quando tudo o que sobrar em nós forem pedaços do passado, teremos esse coração rico em histórias que nos farão rir sozinhos e nos sentir vivos.
São essas as peças que os verdadeiros amigos pregam ao nosso coração. Caímos nessa armadilha e ainda nos divertimos.
Aprendemos assim que sentir saudade é respirar o amor que plantaram em nós. É viver depois repletos desse amor para a vida toda.
© Letícia Thompson
domingo, 4 de setembro de 2011
Você não está só!
Quando comecei a caminhada espiritual e recebia canalizações e mensagens, os mentores sempre terminavam sua fala dizendo: Você não está só.
Isso era um incentivo enorme para continuar, porque mesmo sendo casada, com família, amigos, o sentimento de solidão sempre fez parte da minha vida. Hoje, entendo que este vazio existencial é uma realidade na vida de muita gente. Alguns convivem com ele de forma mais consciente e outros tentam superar essa dor se dedicando a coisas objetivas como ter sucesso na carreira, estudar, cuidar da família, e assumir um controle sobre essa emoção.
Quando essas atitudes são saudáveis, tudo bem, porque um vazio pode nos motivar a encontrar sentido na vida. Como estudar, crescer e abrir horizontes. Uma dor pode nos incentivar a trabalhar com afinco e tentar progredir, o que também trará seus frutos e conquistas, pois se dedicar a cuidar do próximo, da família, amigos e parentes nos fará muito bem, lapidará o caráter e nos trará muito aprendizado, já que a convivência humana é algo muito importante no desenvolvimento espiritual. Porém, se perdermos a medida nesse desafio de cuidar do outro, de progredir, de vencer, com certeza nos sentiremos impotentes e tristes, talvez ainda mais vazios e depressivos. Porque ao longo dessa caminhada, vamos nos deparar com derrotas, e com frustrações, já que muitas das nossas empreitadas cobertas de boas intenções vão fracassar. Coisas importantes vão falhar, e uma hora ou outra vamos nos sentir novamente solitários e talvez frustrados.
Encarar a solidão será um momento importante, e deve ser uma oportunidade de crescimento e não de desilusão. No trabalho terapêutico, atendi muitas pessoas cercadas de família, amigos que se sentiam absolutamente solitárias e para se defender desse sentimento profundo se jogavam na conquista do mundo o que trazia ainda mais solidão, quando as coisas não davam certo.
Percebo que o único caminho de solucionar essa questão é nos preencher no mergulho interior. Tentar ouvir a voz do coração. De uma forma mais prática, além da meditação que é fundamental, sugiro sempre que as pessoas escrevam um diário, que anotem seus pensamentos, sonhos, e que adquiram o hábito saudável de conversar consigo mesmas e observar suas idéias, para escolher permanecer no caminho das energias mais saudáveis e otimistas.
Percebi também que por medo de se expor algumas pessoas se tornam muito críticas, e que por conta das adversidades e tentando se proteger de futuros tombos, elas mesmas se destroem, e não se dão o direito de sonhar, de fazer planos. Enfim, não são amigas de si mesmas.
Precisamos nos ouvir com respeito, com carinho, conscientes que nem tudo o que desejamos vai acontecer do nosso jeito, mas que com certeza temos forças para lidar com as adversidades.
Quando o sofrimento leva o ser humano à depressão, raiva ou tristeza, o caminho da solidão é inevitável porque surge o sentimento de querer se esconder e, em seguida, quase sempre vem a depressão.
Somente o mergulho interior cheio de amor poderá salvar você e mudar sua vida. Pode ser que para se libertar do sofrimento, você tenha que se permitir sentir que seu ego deve se partir em mil pedaços. Pode ser que você tenha que pedir socorro, estender as mãos pedindo ajuda. Mas você não é só o ego.
Você pode errar e refazer caminhos.
Você é um ser espiritual tendo uma grande oportunidade de crescer e aprender lições importantes na vida material.
Você não está só quando tem a si mesmo como amigo.
sábado, 3 de setembro de 2011
Cura, Senhor…
Vamos Jesus passear, na minha vida
Quero voltar aos lugares em que fiquei só
Quero voltar lá contigo, vendo que estavas comigo
Quero sentir teu amor, a me embalar
Cura Senhor, onde dói
Cura Senhor, bem aqui
Cura Senhor, onde eu não posso ir
Quando a lembrança me faz, adormecer
Sabes que a espada da dor entra eu meu ser
Tu me carregas nos braços, leva-me com teu abraço
Sinto minha alma chorar, junto de Ti
Cura Senhor, onde dói
Cura Senhor, bem aqui
Cura Senhor, onde eu não posso ir
Tantas lembranças eu quero, esquecer
Deixa um vazio em minha alma e em meu viver
Toma Senhor meu espaço, te entrego todo o cansaço
Quero acordar com tua paz a me aquecer
Cura Senhor, onde dói
Cura Senhor, bem aqui
Cura Senhor, onde eu não posso ir
Padre Antonio Maria
sábado, 13 de agosto de 2011
Nunca por bagatelas
Como é que você se sente diante de uma situação inesperada que lhe desagrada?
Quando está, por exemplo, viajando numa estrada cheia de buracos, desvios, lombadas, e um motorista lerdo à sua frente o faz atrasar ainda mais a viagem?
Ou então, quando está numa festa e alguém derrama molho no seu paletó ou vestido novo?
Ou, ainda, quando chega para almoçar, com muita pressa, e o almoço ainda não está na mesa?
Ou quando alguém resolve colocar o carro trancando a sua vaga na garagem e você, que está atrasado, não pode sair?
No momento em que nos encontramos numa situação dessas ou de outras similares, o que muitos de nós costumamos sentir é uma grande irritação.
No entanto, todas essas coisas comparadas com outras mais importantes, não passam de bagatelas.
Nós podemos, e devemos, para o bem da nossa saúde, evitar esses ataques de cólera desnecessários.
Afinal, o que significa um bife cru, quando pedimos um bem passado?
Uma peça de roupa perdida na lavanderia?
O sinal vermelho que leva tanto tempo para abrir?
A máquina de lavar roupas que quebrou?
A comida queimada, os garotos que se engalfinham?
São bagatelas!
Muito pouco para estragar um dia, uma hora, um momento!
Existem tantas coisas importantes em nossas vidas para serem observadas, que não vale a pena perder tempo e saúde com irritações que poderiam ser evitadas.
Assim, sejamos pessoas pró-ativas, não reagindo diante de situações que não podemos evitar.
Tomemos atitudes inteligentes. Se a comida queimou, o fato está consumado. Busquemos uma solução ao invés de querer crucificar o culpado. Peçamos uma pizza, um sanduíche ou outra alimentação que nos agrade.
Se a roupa foi perdida na lavanderia, tomemos as providências cabíveis, sem irritação.
Se o trânsito está parado, é uma boa oportunidade para apreciar a paisagem à volta, conversar com os companheiros de viagem, trocar idéias, mas sem irritação ou críticas descabidas.
Se começarmos a agir com sabedoria diante das situações que antes nos irritavam, é bem possível que os que nos cercam nos tomem por louco ou alienado, mas isso também são bagatelas, diante do bem que estamos fazendo a nós próprios e aos que nos rodeiam.
Ademais, se a irritação resolvesse os problemas e dissolvesse todas as situações desagradáveis, ela teria sido recomendada pelo próprio Cristo, que é Modelo e Guia da Humanidade.
No entanto, Jesus foi muito claro em Sua assertiva: Bem-aventurados os que são brandos e pacíficos.
* * *
Nossos momentos de cólera podem nos custar muito.
Não são poucos os casos de pessoas que têm uma parada cardíaca num momento de irritação violenta, ou cometem desatinos, dos quais minutos depois se arrependem.
Assim sendo, não nos deixemos cair nas malhas da cólera.
E tenhamos sempre em mente a seguinte proposta: Nunca nos irritemos, e muito menor por bagatelas.
Redação do Momento Espírita, disponível no livro Momento Espírita, v. 1, ed. Fep.
quarta-feira, 10 de agosto de 2011
Oração do renovo
O dia se levanta e até os passaros no céu tem um rumo,
e eu preciso de uma direção.
Senhor, dai-me um novo caminho.
A floresta entra em trabalho com o sol,
e eu preciso trabalhar.
Dai-me um bom trabalho Senhor.
Os rios seguem em direção ao mar sem parar em obstáculos.
Senhor, ajudá-me a superar meus obstáculos.
O mar com toda a sua força renova suas águas.
Toca em mim Senhor e renova-me!
As nuvens se ajuntam em ganham forças!
Senhor, não me deixe sozinho, seja comigo.
O sol restaura as energias do solo, faz brotar.
Senhor, troca as minhas energias, me faça reviver.
A paz circula entre as montanhas.
Senhor, dai-me a Tua Paz.
O planeta não fica parado, gira em seu eixo.
Senhor, não me deixe parar, que eu ganhe forças!
O mundo todo é uma explosão de cores e beleza.
O Senhor é fonte de toda a riqueza,
que não me falte o pão,
que não me falte o abrigo,
que não me falte a roupa que me veste,
que não me falte o seu amor, a sua proteção,
pois como toda a Natureza, sem Ti não somos nada.
Em Tuas Mãos eu deposito, a minha fé e esperança,
e assim, com a alma aberta, como uma criança,
entrego-me em teu julgamento,
pela Tua Misericórdia, transforme a minha vida.
Seja feita sempre a Tua Vontade,
hoje e sempre,
Amém
terça-feira, 9 de agosto de 2011
Luz Acesa
A oração é luz acesa na alma.
Quando oras, os teus pensamentos se renovam e a tua disposição se modifica.
A prece é vinculo com os Planos Superiores.
Ora e examina a ti mesmo.
Sê mais vigilante.
Não dialogues sem proveito.
Permite-te a emoção das lágrimas, mas também derrama suor.
Lembra-te de Deus com maior freqüência e não apenas nos instantes de aflição.
Confia na intercessão divina, mas não pares de trabalhar.
Faze o teu próprio caminho.
Todo problema tem solução.
Jamais te desespere.
Irmão Jose
domingo, 7 de agosto de 2011
Ser e estar
Você já pensou na diferença entre ser e estar?
Embora esses dois verbos sejam utilizados muitas vezes com o mesmo significado, uma reflexão mais detida nos sugere alguma diferença.
Quando dizemos, por exemplo: "eu estou nesta cidade", sugerimos que a nossa estada é passageira e que em determinado momento não estaremos mais ali.
Mas se dizemos: "eu sou desta cidade", pode-se entender que vivemos ali e que permaneceremos naquele lugar.
Do mesmo modo quando dizemos: "eu estou faminto". Todos entenderão que é uma situação passageira e que tão logo me alimente ela se modifica.
Ora, se observarmos as coisas do ponto de vista do espírito imortal, as diferenças entre ser e estar se tornam ainda mais perceptíveis.
É por não entender bem o que isso representa, que muitos de nós fazemos confusão entre ser e estar. Talvez por gostar da situação em que estamos, desejamos que ela seja permanente.
Assim é no campo do poder e das posses do mundo em que nos encontramos, apenas de passagem, que é o mundo físico.
Neste mundo, nem o corpo físico nos pertence de fato. É apenas um empréstimo para a nossa evolução enquanto ser imortal.
Dessa forma, eu não sou um corpo que tenho um espírito, mas sou um espírito que estou temporariamente num corpo que posso deixar a qualquer momento.
Se ocupo uma determinada posição social, estou nessa posição até que a deixe por um motivo ou por outro.
Quando dizemos que somos proprietários de muitos bens materiais, usamos o verbo incorreto, pois na realidade estamos proprietários por determinado tempo.
Quando dizemos: "eu sou paciente", usamos o verbo inadequado, pois se ainda perdemos a paciência, é que estamos pacientes em determinados momentos.
Nesse particular, Jesus foi o protótipo da paciência, pois essa virtude já fazia parte de sua intimidade, portanto uma conquista efetiva.
Por essa razão, é inútil que tentemos dar importância demasiada ao que tem importância relativa e passageira.
No campo do conhecimento não é diferente. Muitos nos dizemos conhecedores desta ou daquela filosofia, mas enquanto não as vivenciamos de fato, temos a teoria mas não somos verdadeiramente sábios.
Não foi outro o motivo pelo qual o Cristo fez a advertência: "se sabeis essas coisas, bem aventurados sois se as fizerdes".
Isso nos prova que há uma grande diferença entre saber e fazer. Entre ter conhecimento e ser sábio. Entre ser e estar.
Pense nisso!
Você ocupa uma posição transitória.
Está na posse de muitos bens ou numa condição de miséria.
Você pode estar numa situação privilegiada ou de desgraça.
Você pode estar com as rédeas do poder nas mãos ou apenas obedecer ordens.
Mas tudo isso são circunstâncias que o Criador lhe permite para que aprenda a ser alguém verdadeiramente digno e honesto.
Pense nisso!
Redação do Momento Espírita